terça-feira, 24 de setembro de 2019

Aspectos Relevantes na Implantação de Novas Tecnologias e Importância da Integração com Clientes e Fornecedores para o aumento da vantagem competitiva


Aleska Marques, Bruna Oliveira Leonel- 8° período




Avaliação de Gestão em Sistemas de Informação
Aleska Marques, Bruna Oliveira Leonel
8° período
Texto: Aspectos Relevantes na Implantação de Novas Tecnologias e Importância da Integração com Clientes e Fornecedores para o aumento da vantagem competitiva
Avanço tecnológico nas Organizações
O avanço tecnológico tem exercido relevante papel na estruturação de um novo cenário competitivo. Diante disso, a tecnologia da informação é apresentada como uma importante ferramenta à disposição das organizações. No atual cenário de negócios, um dos bens mais valioso nas organizações é a informação. Quase todos os processos ou atividades geram informações e elas devem ser armazenadas. Existem formas conhecidas de armazenamento da informação, pode ser da maneira tradicional, através do papel, pastas, entre outras. O armazenamento de informação pode gerar uma série de problemas, tais como a ocupação de espaços e manuseios de grandes volumes, que dificulta a recuperação das informações, bem como, formas mais modernas, através do uso da tecnologia da informação.
Nesse contexto, os dados e informações fornecem um mecanismo de feedback apresentando melhor agilidade, menor custo, maior eficiência para utilização em grupos, possibilita novos cenários de negócios, melhores resultados nos produtos e serviços. A nova realidade provoca uma reorganização intensa na sociedade, gerando modificações nas organizações (Tapscott, 1997). O uso da Tecnologia da Informação emerge como apoio a estratégia para ganhar vantagens competitivas sustentáveis. As organizações utilizam as informações sobre os clientes, gostos e preferências, aliando-os aos seus produtos. Segundo Porter (1986) a utilização efetiva da Tecnologia da Informação está diretamente ligada à sobrevivência e a estratégia competitiva das organizações.
Estima-se que o uso de computadores em pequenas empresas ao longo dos últimos 5 anos, cresceu 30-80%, dependendo da localização e natureza do negócio (Palvia & Palvia, 1999).
Entretanto tal estatística indica que o aumento do uso ocorre principalmente nas funções operacionais e administrativas e não em atividades estratégicas e de tomada de decisões (Fuller, 1996).
Pesquisas já realizadas em TI (Tecnologia da Informação) em áreas especificas, padrões de uso da informática, fatores de êxito, percepção de uso da TI. Fuller (1996) também fornece ampla análise das questões de TI nas pequenas empresas.
Entretanto pouca literatura foi encontrada relativa à análise da TI em pequenas empresas, principalmente em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.
O objetivo deste artigo é descrever o impacto organizacional derivado da implantação de Tecnologia da Informação em pequenas empresas considerando as indicações de Zuboff (1994). Consideram-se fatores como os três seguintes: a) aumento da continuidade; b) melhoria dos controles; c) aumento da compreensão das funções produtivas.
Importância da TI nas Organizações
Não há mais dúvidas de que para as funções da administração - planejamento, organização, liderança e controle - são de suma importância os sistemas que fornecem informações aos administradores. Para Stoner (1999) somente com informações precisas e na hora certa os administradores podem monitorar o progresso na direção de seus objetivos e transformar os planos em realidade.
Assim, para esse autor as informações devem ser avaliadas segundo quatro fatores:
qualidade da informação - quanto mais precisa a informação, maior sua qualidade e com mais segurança os administradores podem contar com ela no momento de tomar decisões;
oportunidade da informação - para um controle eficaz, a ação corretiva deve ser aplicada antes de ocorrer um desvio muito grande do plano ou do padrão; portanto as informações devem estar disponíveis para a pessoa certa no momento certo;
quantidade da informação - dificilmente os administradores podem tomar decisões precisas e oportunas sem informações suficientes; contudo é importante que não haja uma inundação de informações, de modo a esconder as coisas importantes;
relevância da informação - de modo semelhante, a informação que os administradores recebem deve ter relevância para suas responsabilidades e tarefas (Stoner, 1999).
O propósito básico da informação, dentro do contexto organizacional, de acordo com Oliveira (1998), é o de habilitar a empresa a alcançar seus objetivos por meio do uso eficiente dos recursos disponíveis (pessoas, materiais, equipamentos, tecnologia, dinheiro, além da própria informação). Neste sentido, a teoria da informação considera os problemas e as adequações do seu uso efetivo pelos tomadores de decisão.
Segundo Oliveira (1998), a eficiência na utilização da informação é medida em relação ao custo para obtê-la e o valor do benefício derivado de seu uso. Associam-se à produção da informação os custos envolvidos na coleta, processamento e distribuição.
Nessa agitada realidade que vive as empresas, a utilização da Tecnologia da Informação (TI) assume importância vital, apresentando-se como um instrumento capaz de propiciar a competitividade necessária à sobrevivência/crescimento das organizações. A administração dos recursos de materiais, humanos e financeiros pode ser realizada com mais rapidez e precisão com a utilização da Tecnologia da Informação (Dias. 1998).
Segundo Alter (1998) “um Sistema de Informação (SI) é um sistema que usa a Tecnologia da Informação para capturar, transmitir, armazenar, recuperar, manipular ou expor informações usadas em um ou mais processos de negócio”. Para Campbell (1997). "o propósito de um SI é a coleta e interpretação de dados para o tomador de decisão", seja pelo maior número de informações disponíveis, seja pela possibilidade de organização e estruturação dessas informações. Freitas et al. (1997) consideram que um SI é "utilizado para fornecer informações, incluindo seu processamento, para qualquer uso que se possa fazer dela". O'Brien (2001) conceitua SI como "um grupo de componentes inter-relacionados que 3 trabalham juntos rumo a uma meta comum recebendo insumos e produzindo resultados em um processo organizado de transformação".
A Pequena Empresa e o Uso da Tecnologia de Informação
Conforme Solomon (1986), uma dada tecnologia não é automaticamente boa ou má para a pequena empresa. Seu resultado dependerá da maneira como esta tecnologia será aplicada. Na verdade, o aumento da precisão organizacional, auxiliada por sistemas de informação, trará maior eficiência na administração de seus processos, recursos e atividades e maior eficácia na obtenção de resultados previamente estabelecidos.
Diante do novo cenário que as empresas estão vivenciando a informação e o conhecimento funde-se e superam expectativas e necessidades, para que entre empresa e colaboradores, exista senso comum, no que diz respeito ao alcance dos objetivos planejados, havendo uma troca mútua de interesses, com isso a organização permanecerá por mais tempo no mercado altamente competitivo. Através destas variáveis a área de Tecnologia da Informação tem assumido um novo papel, o de gerir os negócios como um todo. Nessa agitada realidade que vive as empresas, a utilização da Tecnologia da Informação (TI) assume importância vital, apresentando-se como um instrumento capaz de propiciar a competitividade necessária à sobrevivência/crescimento das organizações. A administração dos recursos de materiais, humanos e financeiros pode ser realizada com mais rapidez e precisão com a utilização da Tecnologia da Informação (Dias. 1998). Segundo Alter (1998) “um Sistema de Informação (SI) é um sistema que usa a Tecnologia da Informação para capturar, transmitir, armazenar, recuperar, manipular ou expor informações usadas em um ou mais processos de negócio”. Para Campbell (1997). "o propósito de um SI é a coleta e interpretação de dados para o tomador de decisão", seja pelo maior número de informações disponíveis, seja pela possibilidade de organização e estruturação dessas informações. Freitas et al. (1997) consideram que um SI é "utilizado para fornecer informações, incluindo seu processamento, para qualquer uso que se possa fazer dela". O'Brien (2001) conceitua SI como "um grupo de componentes inter-relacionados que 3 trabalham juntos rumo a uma meta comum recebendo insumos e produzindo resultados em um processo organizado de transformação". Entretanto, o processo de informatização das organizações tem custo elevado, demanda tempo, provoca alterações na estrutura organizacional e sofre resistências de ordem cultural, além de apresentar resultados nem sempre satisfatórios, conforme tem sido amplamente descrito tanto no âmbito nacional como internacional (Audy et., al., 2000). Portanto torna-se necessário que as organizações tenham seu planejamento empresarial e de Tecnologia da Informação integrados, coerentes e em sinergia, ou seja, as estratégias empresariais e as estratégias de Tecnologia da Informação plenamente alinhadas entre si. Esse alinhamento estratégico é muito importante para a sobrevivência das organizações, principalmente quando é utilizado como uma ferramenta de gestão (Brancheau e Wetherbe. l987). Segundo Freitas e Lesca (1992), a informação é o processo pelo qual a empresa se informa sobre ela mesma e sobre seu ambiente, além de passar informações dela ao ambiente. Enfim, as organizações se relacionam com seu ambiente por meio de um fluxo de informações; posteriormente ente a informação é transformada em conhecimento e incorporada à organização (Cornella, 1994). Nesse sentido, as tecnologias avançadas de informação, ou seja, os sistemas de informações computadorizados são elementos indispensáveis às organizações no atual ambiente competitivo global. O uso bem planejado de Tecnologia da Informação dará suporte aos três principais papéis que exerce o Sistema de Informação na organização, que são: busca de vantagem competitiva, apoio à tomada de decisão gerencial e apoio às operações. LAUDON & LAUDON (2004) menciona que a tecnologia da Informação é uma das muitas ferramentas que os gerentes utilizam para enfrentar as mudanças
Impacto da Tecnologia da Informação nas Organizações
Segundo Gonçalves (1993), a tecnologia é o fator individual de mudança de maior importância na transformação das empresas. Tais transformações não se restringem apenas ao modo de produzir bens e serviços, mas induzem novos processos e instrumentos que atingem por completo a estrutura e o comportamento das organizações, repercutindo diretamente em sua gestão.
A relação entre estrutura organizacional e tecnologia tem sido alvo de grande atenção, uma vez que as recentes inovações trazem mudanças radicais nas organizações, já que são capazes de alterar a forma de administrar a empresa ou até mesmo o local de realização do trabalho (Gonçalves, 1993).
Certamente, se nada mudar em relação à maneira pela qual o trabalho é feito e se o papel da TI for meramente o de automatizar um processo já existente, as vantagens econômicas serão mínimas.
Os impactos sobre a produtividade e a forma geral de organização das empresas podem ser muito significativos, pois a TI é diferente de outras formas de tecnologia que afetam as tarefas de produção e coordenação, ou que expandem a memória organizacional (Oliveira, 1996). O impacto da tecnologia pode provocar a transformação no trabalho das pessoas, na produção dos grupos, no desenho da própria organização e no desempenho da empresa (Gonçalves, 1998).
De acordo com Yong (1992), nos países do primeiro mundo a TI tem sido considerada como um dos fatores responsáveis pelo sucesso das organizações, tanto no âmbito de sobrevivência, quanto no aumento da competitividade. Corroborando este pensamento, Zuboff (1994) afirma que a TI, baseada nos computadores, está proporcionando nova infra-estrutura para as várias atividades produtivas e comunicativas, algo vital para a vida organizacional.
Os administradores em geral investem em novas ferramentas de TI, porque acreditam que isso lhes permitirá realizar suas operações mais rapidamente e a um custo mais baixo; utilizam-na para objetivos estratégicos e para planejar e alcançar um ou mais dos três objetivos operacionais independentes:
a) aumentar a continuidade (integração funcional, automação intensificada, resposta rápida);
b) melhorar o controle (precisão, acuidade, previsibilidade, consistência, certeza);
c) proporcionar maior compreensão das funções produtivas (visibilidade, análise, síntese).
As atividades mais suscetíveis a alterações, segundo Oliveira (1996), são aquelas de intensiva informação, podendo-se distinguir três grupos:
Produção. A física (crescentemente atingida pela robótica e instrumentação de controle), a produção de informação (influenciada pelos computadores em tarefas burocráticas, como contas a receber, contas a pagar, faturamento etc.) e a produção de conhecimento (CAD, CAM, análise de crédito e risco, produção de software etc.).
Trabalhos de coordenação. A telecomunicação é o instrumento fundamental da mudança. Afeta a distância física, a natureza do tempo sobre o trabalho, armazena informações e mantém a memória organizacional como banco de conhecimento.
Gestão. Afeta a direção, ao permitir monitorar o ambiente e tomar as decisões para adaptar a organização ao ambiente; afeta o controle, ao medir o desempenho e compará-lo com os planos, para manter-se no rumo desejado.
Vantagens e benefícios trazidos pelo uso de tecnologia da informação nas organizações
O sistema de informação em uma empresa é uma grande área funcional que interagem as informações de todos os setores de uma empresa: contabilidade, finanças, administração. Geral, administração de Operações e de Recursos Humanos e o setor de Marketing. Ele fornece enorme contribuição para eficiência operacional, produtividade e satisfação do cliente; além de principal fonte de informação para apoio tomada de decisão, de desenvolvimento de produtos e serviços competitivos, e da agilidade na realização dos negócios.
A tecnologia da informação apoia a globalização no sentido de disponibilizar recursos tecnológicos necessários ao acompanhamento do mercado global, É ela que transmite as ferramentas adequadas para operacionalização destas transações comercias globais de modo instantâneo e barato, transformando as empresas locais em organizações internacionais. Assim, é possível explorar nichos isolados, caçar talentos e capacitações diversas e ainda formar alianças comerciais. A internet é um exemplo de como as empresas precisam da tecnologia da informação para sobreviver no mercado atual, sendo a plataforma mais utilizada nas organizações atualmente. Pelo fácil acesso e manuseio, ela e outras redes similares são vitais para uma empresa que queira estar dentro do mundo dos negócios dos novos tempos. As vantagens do comercio eletrônico, do atendimento e da realização de negócios, da busca de informações, da comunicação fácil, rápido e real em lugares distantes possibilita empresa multas oportunidades e chances de sucesso.
O'BRIEN (2002) argumenta que o comércio eletrônico é a compra, venda, marketing e assistência de produtos, serviços e informações, através de redes de computadores interconectados, sendo essas redes internas no âmbito da empresa (Intranets), externas (Extranets), globais (Internet) entre outras. E a realização de todo o processo organizacional virtualmente, realizando melhor conforto e eficiência aos clientes, fornecedor, equipe de trabalho e demais agentes organizacionais. Além deste comércio virtual, as redes de computadores dão apoio à comunicação, coordenação e colaboração entre os membros de equipes de trabalho através de sistemas colaborativos. Estes envolvem recursos de groupware, dependendo de Intranets, Extranets, Internet e outras redes para se comunicarem. Deste beneficio, podem surgir equipes virtuais que se comunicam através de correio eletrônico, chats, vídeo conferência, entre outros, para criar, administrar e disseminar informações sobre o trabalho em andamento ou colaboração entre equipes de projetos da empresa.
A partir da utilização de ferramentas como essas e de novos recursos tecnológicos, a tecnologia da informação também transforma atividades e seus procedimentos, enxugando e reestruturando o trabalho empresarial. Através de uma análise e revisão do modo como as rotinas estão sendo executadas, é possível encontrar erros, desperdícios de tempo ou de qualidade. Reformulando-as e colocando dispositivos tecnológicos em tais rotinas é possível alcançar melhorias drásticas de custos, qualidade atendimento e agilidade. A utilização da tecnologia da informação de maneira adequada e coerente, isto é, apoiado nas estratégias, nas estruturas e na cultura de uma organização, fornece uma infraestrutura de informação importante para o sucesso das operações e negócios, ajudando a empresa a conquistar, além dos outros tributos já mencionados, valores diferenciais de competitividade que influenciam não só empresas concorrentes, mas também clientes, fornecedores, potenciais concorrentes novos no nicho, e empresas fornecedoras de substitutos para seus produtos e serviços. Esses Valores são:
 • Menor custo no processo empresarial e produtos, como através da criação de sites de comércio eletrônico na internet reduzindo custos de marketing, ou enxugando processos e atividades burocráticas que causavam gastos e desperdícios.
• Diferenciação nos produtos e nas rotinas oferecidas aos clientes; com criações de benefícios exclusivos a clientes, como atendimento diferenciado a partir de banco de dados personalizados;
 • Inovação na realização de negócios ou desenvolvimento de produtos atraentes. É importante lembrar que não deve haver apenas vantagem na redução de custos, tempo e aumento de tecnologia. O sucesso deve também estar ligado à eficiência da tecnologia da informação no apoio às estratégias de uma organização, na capacitação de otimização de seus processos no apoio de suas estruturas e culturas organizacionais e no acréscimo de valor comercial do negócio. Por outro lado, se mal aplicados ou mal utilizados, a tecnologia da informação e o sistema de informação podem prejudicar os ideais planejados e até mesmo, inviabilizar o empreendimento. Torna-se fundamental, portanto, a colaboração de todos, desde o envolvimento de todos os usuários, como de apoio pela administração executiva quanto a financeiro, planejamento e realismo da situação.
A Obtenção e Manutenção de Vantagens Competitivas
 A vantagem competitiva de uma organização é um conceito relacionado com a sua posição em relação às suas concorrentes, representa a diferenciação dos seus serviços, possibilitando um melhor posicionamento no mercado. Para tirar o melhor proveito destas vantagens, é necessário planejar e implementar estratégias adequadas organização e ao ambiente no qual está envolvida, visando estabelecer uma posição lucrativa e sustentável em relação às forças provenientes da concorrência. A grande dificuldade está em definir as estratégias competitivas e o modo de implantá-las. As técnicas tradicionais para formulação de estratégias logísticas consideravam a logística como um sistema de suporte para a estratégia global da organização, tornando-se desta forma uma ferramenta para a estratégia global, ficando subordinada à esta.
O controle do fluxo de materiais, hoje, constitui o fator chave para o sucesso em vários casos, justificando desta forma esta técnica descendente. A logística também abre novas linhas estratégicas, assim como outros departamentos (marketing, informática, etc..). Para formular estas novas linhas é necessário reverter o quadro atual, pensando na logística de forma ascendente, fazendo –a presente durante o processo de planejamento estratégico, criando desta maneira novas alternativas de ação que advém da filosofia logística, e que devem estar presente durante o processo de formulação estratégica, para que possam criar meios para operacionalizar–los eficientemente. Segundo Fabbe-Costes, N. at all, “logística estratégica consiste em planejar e desenvolver ações estratégicas que seriam impossíveis sem uma forte competência logística”, a logística é colocada como uma grande vantagem competitiva.
Para a formulação estratégica da logística devemos considerar dois pontos clássicos da estratégia: o desempenho e a missão. Para definir o alcance da direção tomada, como produzir, para quem direcionar e as necessidades a serem satisfeitas. Deve-se extrair a vantagem competitiva a partir da compreensão das regras de concorrência, que nos levam a determinar a atratividade e a rentabilidade a longo prazo. A globalização do mercado nos permitiu verificar um considerável crescimento na exigência da prestação de serviços por parte do cliente, o que consequentemente aumenta a necessidade de controle de toda uma cadeia logística (suprimentos, produção e distribuição física) planejada para uma organização, devendo ser considerada com ênfase na determinação de sua estratégia. PORTER sugere que as regras de concorrência sejam englobadas em cinco forças competitivas:
·         A entrada de novos concorrentes
·         A ameaça de substitutos
·         O poder de negociação dos compradores
·         O poder de negociação dos fornecedores
·          A rivalidade dos concorrentes existentes
Devemos também considerar, além das cinco forças citadas por PORTER, uma regra mais atual e que tem obtidos grandes resultados no aperfeiçoamento de uma cadeia logística a parceria entre clientes e fornecedores. A parceria verdadeira é aquela na qual o fornecedor é visto realmente como uma extensão da organização, com trocas de tecnologias, treinamentos, até apoio financeiro, se necessário. A formulação é então designada para apontar soluções organizacionais que alcancem objetivos definidos. Para alcançar o êxito nesta formulação deve-se entender que é necessário uma perfeita sincronia entre a logística e os outros setores da organização, a logística se torna eficiente desta maneira.
Tipos de Estratégias Logísticas
Algumas estratégias logísticas são aqui definidas conceitualmente e ilustradas com alguns estudos de casos selecionados.
·                    Liderança nos custos
·                    Diferenciação
·                    Inovação
·                    Parceria
·                    Expansão
·                    Diversificação

Como sugerido por Fabbe-Costes, N., vamos usar as siglas “EL” para designar estratégia logística e a sigla “LE” para designar logística estratégica, visto que serão fornecidos os conceitos segundo as duas perspectivas, ascendente e descendente.
Liderança nos Custos (EL)
A liderança nos custos é a estratégia na qual a organização objetiva reduzir ao máximo possível seus custos logísticos, desde a obtenção da matéria-prima, seu transporte, a produção, o transporte do produto acabado e finalmente a entrega do produto ao cliente.
A centralização de distribuidores de uma companhia de bebidas. Uma determinada área que era coberta por dez distribuidores passou a Ter somente um distribuidor, maior, mais forte, devido a parceria com a companhia através de financiamento à juros baixos ampliou sem armazém, recebeu apoio logístico da companhia, através de programação de distribuição, roteirização de frotas, etc...Com isso a companhia conseguiu reduzir seus estoques e ao mesmo tempo os custos financeiros de capital imobilizado. (LE) A liderança de custos busca reduzir os custos globais através da logística.
Uma indústria automobilística, através de uma técnica logística, pode obter um melhor controle do fluxo externo reduzindo o número de fornecedores e reduzindo seus custos da cadeia de suprimentos
Diferenciação (EL)
A diferenciação objetiva melhorar a qualidade do serviço logístico oferecido, obtendo vantagem sobre os concorrentes desta maneira.
 A Mory-Protect, um fornecedor logístico francês, tem se especializado na logística de produtos perigosos (químicos) e se tornou um especialista reconhecido. (LE) A diferenciação busca permitir através da logística um aumento na diferenciação.
Uma industria de “aircraft”, para aumentar seu campo de atuação montou um sistema logístico capaz de suprir todas suas estações de trabalho uma por uma, dependendo do tipo de “aircraft” a ser montado.
Inovação (EL)
Obter através da logística um suporte para que se produza uma inovação.
Uma organização de entregas via correio promete aos seus clientes um serviço de entrega em no máximo 48 horas, que é usado como seu marketing. Essa inovação comercial depende muito de uma forte integração do fluxo físico e de informações e da automatização do centro de distribuição fornecido à organização pelo serviço postal. (LE) Utilizar a logística como um recurso ou meio para alcançar esta inovação.
 A IBM em Montpelier (França) começou a usar ume rede EDI de trabalho com os seus fornecedores. Uma estação de trabalho poderia requisitar diretamente do fornecedor, que tinha 48horas para efetuar a entrega. Com isso a IBM conseguiu reduzir seu ciclo de produção em 70% (melhor reação), reduzir custos e obter grandes vantagens desta inovação tecnológica. Ao mesmo tempo a IBM poderia produzir produtos sob encomendas para os seus clientes.
Parceria (EL)
Utilizar a logística como sentido (modo) de aliança.
A IBM fez uma aliança com uma companhia transportadora francesa. Na parceria estabelecida criaram uma nova firma, da qual a IBM possui 49% das ações. Esta nova firma ficou responsável pela distribuição física dos microcomputadores IBM e se tornou uma especialista em entregas just-in-time com armazéns completamente automatizados. (LE) Utilizar a logística como um recurso (um motor) para a parceria
Uma indústria (Tailleur Industrie) projetista e operadora de armazéns especializados em entregas sincronizadas de peças para fábricas organizadas em base just-in-time associou-se à uma transportadora subsidiária da Renault para atender à todas as solicitações feitas por fábricas automobilísticas e aeronáuticas.
Expansão (EL)
Utilizar a logística como um suporte para obter sucesso nos planos de expansão da missão da organização.
Grandes organizações multinacionais têm que possuir um grande e forte sistema logístico para poderem controlar com habilidade suas instalações complementares em outros países. (LE) Utilizar a logística para conseguir novos clientes.
Continent, uma grande cadeia de supermercados francesa, abastece seus armazéns na Grécia com a mesma ferramenta logística utilizada por seus armazéns no sul da França.
Diversificação (EL)
 Emprega o uso da sinergia logística.
As indústrias de automóvel estão se tornando verdadeiras projetistas de veículos (criando mais combinações atrativas para os seus clientes) e montadoras (Convergindo tudo necessário para produzir o veículo solicitado pelo cliente com base just-in-time) utilizando a sua grande capacidade (comercial e logística) de mobilizar recursos (industriais e tecnológicos) de seus fornecedores. (LE) Diversificar seus objetivos através da logística
 Telemarket, uma subsidiária de uma cadeia de lojas francesa oferece à seus clientes o serviço de compras por telefone ou minitel ( sistema de vídeo) com entrega pontual. Esses clientes são obviamente diferentes daqueles que vão aos centros comerciais da cidade.
A Logística Possibilitando Vantagem Competitiva
Os exemplos citados acima evidenciam que uma organização não pode centrar sua estratégia somente na logística (informática e marketing estão implicitamente se não explicitamente associadas) e que também não podem estreitamente objetivar somente um resultado ( diferenciação por exemplo ). As estratégias genéricas mencionadas e separadamente ilustradas anteriormente não são somente dependentes, mas são, também, geralmente combinadas. A logística é o resultado do esforço dos diversos setores de uma organização, no tocante ao fluxo de materiais/ou serviços, estando aí o motivo pelo qual organizações que utilizam administração estratégica estão mais habilitadas a elevar o nível do serviço logístico prestado.
A logística é um fator relevante na busca de uma boa posição no mercado em relação aos seus concorrentes para as organizações, principalmente através da oferta de um serviço adequado aos seus clientes, do aumento de produtividade, do canal logístico e da melhoria da rentabilidade dos capitais envolvidos.
Os sistemas de informações logísticas funcionam como elos que ligam as atividades logísticas em um processo integrado, combinando hardware e software para controlar e gerenciar as operações logísticas. Entretanto, podemos considerar que a logística empresarial é de suma importância nas organizações, visto que ela é responsável por todos os aspectos materiais e de fluxo de informações.
A logística tem um papel estratégico nas organizações visando o melhor desempenho e custo das suas atividades para satisfazer seu cliente. Christopher (1997) afirma que a gestão da logística sob a ótica da geração de vantagem competitiva, [...] O gerenciamento logístico pode proporcionar uma fonte de vantagem competitiva – em outras palavras, uma posição de superioridade duradoura sobre os concorrentes, em termos de preferência do cliente, pode ser alcançada através da logística. Portanto, o objetivo final da logística empresarial é de planejar em menor custo e tempo hábil, todas as rotinas e processos que envolvem o setor de suprimentos e afins, de uma forma mais flexível e conseguir satisfazer o seu cliente com produtos e serviço de qualidade.
Conclusão
Vivemos hoje a era da globalização. Com isso estamos observando a padronização dos conceitos e tendências que, discretamente adaptados aos regionalismos, permitem que obtenhamos uma grande redução nos custos de produção e manutenção dos produtos e serviços.
Falamos muito em diferenciação, mas o que realmente queremos dizer com isso? Todas as empresas buscam a tal da "diferenciação", seja no atendimento customizado ou na adequação do produto à necessidade do cliente. Temos que surpreendê-los incessantemente. Com a difusão desse conceito, observamos uma padronização de comportamentos que estabelecem um novo paradigma. Essa nova condição é incorporada ao produto ou serviço que deixará de ser novidade, tornando-se mais uma característica da linha basal de produção a ser alcançada para se estabelecer no mercado.
Com esse novo padrão de qualidade percebemos que a competição já não é mais baseada na empresa isolada, mas sim na sua cadeia de valor, onde dentro dela destacamos a cadeia de suprimentos.
Ao utilizar os sistemas de informática integrados para mapear as vontades e necessidades dos clientes, temos a possibilidade de conhecer melhor nosso cliente, e com isso adaptar o nossa organização às suas necessidades. Analisar as tendências do mercado com a utilização de métodos de avaliação estratégica para conhecermos nossos pontos fortes e fracos, além da consciência do tamanho que queremos ter, são pontos importantes para desenvolvermos um plano logístico eficaz na colocação de novos produtos no mercado.
Não podemos ficar presos às formas antigas de avaliação do mercado. O sucesso passado não garante o sucesso futuro e as adaptações decorrentes da evolução tecnológica sempre trazem conflitos éticos que, com o tempo, tendem a ser naturalmente resolvidos.
Nesse contexto as grandes ferramentas de mudança e adaptação são os sistemas de informação.
Sim, a cadeia de suprimentos integrada é o novo foco de concorrência.
REFERÊNCIAS
ARAVECHIA, Carlos H. M.; PIRES, Sílvio R. I. Gestão de cadeia de suprimentos e avaliação de desempenho. In: ENANPAD (Encontro Nacional de Programas de Pós-Graduação em Administração), 23., Florianópolis. Anais. Florianópolis: UFSC, 2000.
SANTOS, R. A. B. CPFR – Planejamento colaborativo: em busca da redução de custos e aumento do nível de serviço nas cadeias de suprimento. Tecnologística, v. 60, p. 60-66, 2 nov. 2000.
BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial. Trad. Raul Rubenich. 5 ed. Porto Alegre, Bookman, 2006.
BALLOU, Ronald H. (1993). Logística empresarial. São Paulo: Atlas, 1993
ALVES FILHO, A. G.; PIRES S. I.; VANALLE, R. M. Sobre as prioridades competitivas da produção: compatibilidades e sequências de implementação. Gestão e Produção. São Carlos, v.2, n.2, Agosto 1995.
CHRISTOPHER, M. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: Estratégias para a redução de custos e melhoria dos serviços. Pioneira administração e negócios. São Paulo, 1997.
TEIXEIRA, C. Z. Organização industrial da pequena empresa. São Paulo: IBRASA, 1986.
OLIVEIRA, A. C. Tecnologia de informação: competitividade e políticas públicasRevista de Administração de Empresas, v. 36, n. 2, p. 34-43, 1996.

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