Aleska Marques, Bruna
Oliveira Leonel- 8° período
Avaliação de Gestão em
Sistemas de Informação
Aleska Marques, Bruna
Oliveira Leonel
8° período
Texto: Aspectos Relevantes
na Implantação de Novas Tecnologias e Importância da Integração com Clientes e
Fornecedores para o aumento da vantagem competitiva
Avanço tecnológico nas Organizações
O avanço
tecnológico tem exercido relevante papel na estruturação de um novo cenário
competitivo. Diante disso, a tecnologia da informação é apresentada como uma
importante ferramenta à disposição das organizações. No atual cenário de
negócios, um dos bens mais valioso nas organizações é a informação. Quase todos
os processos ou atividades geram informações e elas devem ser armazenadas.
Existem formas conhecidas de armazenamento da informação, pode ser da maneira
tradicional, através do papel, pastas, entre outras. O armazenamento de
informação pode gerar uma série de problemas, tais como a ocupação de espaços e
manuseios de grandes volumes, que dificulta a recuperação das informações, bem
como, formas mais modernas, através do uso da tecnologia da informação.
Nesse
contexto, os dados e informações fornecem um mecanismo de feedback apresentando
melhor agilidade, menor custo, maior eficiência para utilização em grupos,
possibilita novos cenários de negócios, melhores resultados nos produtos e
serviços. A nova realidade provoca uma reorganização intensa na sociedade,
gerando modificações nas organizações (Tapscott, 1997). O uso da Tecnologia da
Informação emerge como apoio a estratégia para ganhar vantagens competitivas
sustentáveis. As organizações utilizam as informações sobre os clientes, gostos
e preferências, aliando-os aos seus produtos. Segundo Porter (1986) a
utilização efetiva da Tecnologia da Informação está diretamente ligada à
sobrevivência e a estratégia competitiva das organizações.
Estima-se que
o uso de computadores em pequenas empresas ao longo dos últimos 5 anos, cresceu
30-80%, dependendo da localização e natureza do negócio (Palvia & Palvia,
1999).
Entretanto
tal estatística indica que o aumento do uso ocorre principalmente nas funções
operacionais e administrativas e não em atividades estratégicas e de tomada de
decisões (Fuller, 1996).
Pesquisas já
realizadas em TI (Tecnologia da Informação) em áreas especificas, padrões de
uso da informática, fatores de êxito, percepção de uso da TI. Fuller (1996)
também fornece ampla análise das questões de TI nas pequenas empresas.
Entretanto
pouca literatura foi encontrada relativa à análise da TI em pequenas empresas,
principalmente em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.
O objetivo
deste artigo é descrever o impacto organizacional derivado da implantação de
Tecnologia da Informação em pequenas empresas considerando as indicações de
Zuboff (1994). Consideram-se fatores como os três seguintes: a) aumento da continuidade;
b) melhoria dos controles; c) aumento da compreensão das funções produtivas.
Importância
da TI nas Organizações
Não há mais
dúvidas de que para as funções da administração - planejamento, organização,
liderança e controle - são de suma importância os sistemas que fornecem
informações aos administradores. Para Stoner (1999) somente com informações
precisas e na hora certa os administradores podem monitorar o progresso na
direção de seus objetivos e transformar os planos em realidade.
Assim, para
esse autor as informações devem ser avaliadas segundo quatro fatores:
. qualidade
da informação - quanto mais precisa a informação, maior sua qualidade
e com mais segurança os administradores podem contar com ela no momento de
tomar decisões;
. oportunidade
da informação - para um controle eficaz, a ação corretiva deve ser
aplicada antes de ocorrer um desvio muito grande do plano ou do padrão;
portanto as informações devem estar disponíveis para a pessoa certa no momento
certo;
. quantidade
da informação - dificilmente os administradores podem tomar decisões
precisas e oportunas sem informações suficientes; contudo é importante que não
haja uma inundação de informações, de modo a esconder as coisas importantes;
. relevância
da informação - de modo semelhante, a informação que os
administradores recebem deve ter relevância para suas responsabilidades e
tarefas (Stoner, 1999).
O propósito
básico da informação, dentro do contexto organizacional, de acordo com Oliveira
(1998), é o de habilitar a empresa a alcançar seus objetivos por meio do uso
eficiente dos recursos disponíveis (pessoas, materiais, equipamentos,
tecnologia, dinheiro, além da própria informação). Neste sentido, a teoria da
informação considera os problemas e as adequações do seu uso efetivo pelos
tomadores de decisão.
Segundo
Oliveira (1998), a eficiência na utilização da informação é medida em relação
ao custo para obtê-la e o valor do benefício derivado de seu uso. Associam-se à
produção da informação os custos envolvidos na coleta, processamento e
distribuição.
Nessa
agitada realidade que vive as empresas, a utilização da Tecnologia da
Informação (TI) assume importância vital, apresentando-se como um instrumento
capaz de propiciar a competitividade necessária à sobrevivência/crescimento das
organizações. A administração dos recursos de materiais, humanos e financeiros
pode ser realizada com mais rapidez e precisão com a utilização da Tecnologia
da Informação (Dias. 1998).
Segundo
Alter (1998) “um Sistema de Informação (SI) é um sistema que usa a Tecnologia
da Informação para capturar, transmitir, armazenar, recuperar, manipular ou
expor informações usadas em um ou mais processos de negócio”. Para Campbell
(1997). "o propósito de um SI é a coleta e interpretação de dados para o
tomador de decisão", seja pelo maior número de informações disponíveis,
seja pela possibilidade de organização e estruturação dessas informações.
Freitas et al. (1997) consideram que um SI é "utilizado para fornecer
informações, incluindo seu processamento, para qualquer uso que se possa fazer
dela". O'Brien (2001) conceitua SI como "um grupo de componentes
inter-relacionados que 3 trabalham juntos rumo a uma meta comum recebendo
insumos e produzindo resultados em um processo organizado de transformação".
A Pequena Empresa e o Uso
da Tecnologia de Informação
Conforme
Solomon (1986), uma dada tecnologia não é automaticamente boa ou má para a
pequena empresa. Seu resultado dependerá da maneira como esta tecnologia será
aplicada. Na verdade, o aumento da precisão organizacional, auxiliada por
sistemas de informação, trará maior eficiência na administração de seus
processos, recursos e atividades e maior eficácia na obtenção de resultados
previamente estabelecidos.
Diante do novo cenário
que as empresas estão vivenciando a informação e o conhecimento funde-se e
superam expectativas e necessidades, para que entre empresa e colaboradores,
exista senso comum, no que diz respeito ao alcance dos objetivos planejados,
havendo uma troca mútua de interesses, com isso a organização permanecerá por
mais tempo no mercado altamente competitivo. Através destas variáveis a área de
Tecnologia da Informação tem assumido um novo papel, o de gerir os negócios
como um todo. Nessa agitada realidade que vive as empresas, a utilização da
Tecnologia da Informação (TI) assume importância vital, apresentando-se como um
instrumento capaz de propiciar a competitividade necessária à
sobrevivência/crescimento das organizações. A administração dos recursos de
materiais, humanos e financeiros pode ser realizada com mais rapidez e precisão
com a utilização da Tecnologia da Informação (Dias. 1998). Segundo Alter (1998)
“um Sistema de Informação (SI) é um sistema que usa a Tecnologia da Informação
para capturar, transmitir, armazenar, recuperar, manipular ou expor informações
usadas em um ou mais processos de negócio”. Para Campbell (1997). "o
propósito de um SI é a coleta e interpretação de dados para o tomador de
decisão", seja pelo maior número de informações disponíveis, seja pela
possibilidade de organização e estruturação dessas informações. Freitas et al.
(1997) consideram que um SI é "utilizado para fornecer informações,
incluindo seu processamento, para qualquer uso que se possa fazer dela".
O'Brien (2001) conceitua SI como "um grupo de componentes inter-relacionados
que 3 trabalham juntos rumo a uma meta comum recebendo insumos e produzindo
resultados em um processo organizado de transformação". Entretanto, o
processo de informatização das organizações tem custo elevado, demanda tempo,
provoca alterações na estrutura organizacional e sofre resistências de ordem
cultural, além de apresentar resultados nem sempre satisfatórios, conforme tem
sido amplamente descrito tanto no âmbito nacional como internacional (Audy et.,
al., 2000). Portanto torna-se necessário que as organizações tenham seu
planejamento empresarial e de Tecnologia da Informação integrados, coerentes e
em sinergia, ou seja, as estratégias empresariais e as estratégias de
Tecnologia da Informação plenamente alinhadas entre si. Esse alinhamento
estratégico é muito importante para a sobrevivência das organizações,
principalmente quando é utilizado como uma ferramenta de gestão (Brancheau e
Wetherbe. l987). Segundo Freitas e Lesca (1992), a informação é o processo pelo
qual a empresa se informa sobre ela mesma e sobre seu ambiente, além de passar
informações dela ao ambiente. Enfim, as organizações se relacionam com seu
ambiente por meio de um fluxo de informações; posteriormente ente a informação
é transformada em conhecimento e incorporada à organização (Cornella, 1994).
Nesse sentido, as tecnologias avançadas de informação, ou seja, os sistemas de
informações computadorizados são elementos indispensáveis às organizações no
atual ambiente competitivo global. O uso bem planejado de Tecnologia da Informação
dará suporte aos três principais papéis que exerce o Sistema de Informação na
organização, que são: busca de vantagem competitiva, apoio à tomada de decisão
gerencial e apoio às operações. LAUDON & LAUDON (2004) menciona que a
tecnologia da Informação é uma das muitas ferramentas que os gerentes utilizam
para enfrentar as mudanças
Impacto da Tecnologia da
Informação nas Organizações
Segundo
Gonçalves (1993), a tecnologia é o fator individual de mudança de maior
importância na transformação das empresas. Tais transformações não se
restringem apenas ao modo de produzir bens e serviços, mas induzem novos
processos e instrumentos que atingem por completo a estrutura e o comportamento
das organizações, repercutindo diretamente em sua gestão.
A relação entre
estrutura organizacional e tecnologia tem sido alvo de grande atenção, uma vez
que as recentes inovações trazem mudanças radicais nas organizações, já que são
capazes de alterar a forma de administrar a empresa ou até mesmo o local de
realização do trabalho (Gonçalves, 1993).
Certamente,
se nada mudar em relação à maneira pela qual o trabalho é feito e se o papel da
TI for meramente o de automatizar um processo já existente, as vantagens
econômicas serão mínimas.
Os impactos
sobre a produtividade e a forma geral de organização das empresas podem ser
muito significativos, pois a TI é diferente de outras formas de tecnologia que
afetam as tarefas de produção e coordenação, ou que expandem a memória
organizacional (Oliveira, 1996). O impacto da tecnologia pode provocar a
transformação no trabalho das pessoas, na produção dos grupos, no desenho da
própria organização e no desempenho da empresa (Gonçalves, 1998).
De acordo com
Yong (1992), nos países do primeiro mundo a TI tem sido considerada como um dos
fatores responsáveis pelo sucesso das organizações, tanto no âmbito de
sobrevivência, quanto no aumento da competitividade. Corroborando este
pensamento, Zuboff (1994) afirma que a TI, baseada nos computadores, está
proporcionando nova infra-estrutura para as várias atividades produtivas e
comunicativas, algo vital para a vida organizacional.
Os
administradores em geral investem em novas ferramentas de TI, porque acreditam
que isso lhes permitirá realizar suas operações mais rapidamente e a um custo
mais baixo; utilizam-na para objetivos estratégicos e para planejar e alcançar
um ou mais dos três objetivos operacionais independentes:
a) aumentar
a continuidade (integração funcional, automação intensificada,
resposta rápida);
b) melhorar
o controle (precisão, acuidade, previsibilidade, consistência,
certeza);
c) proporcionar
maior compreensão das funções produtivas (visibilidade, análise,
síntese).
As atividades
mais suscetíveis a alterações, segundo Oliveira (1996), são aquelas de
intensiva informação, podendo-se distinguir três grupos:
. Produção.
A física (crescentemente atingida pela robótica e instrumentação de controle),
a produção de informação (influenciada pelos computadores em tarefas
burocráticas, como contas a receber, contas a pagar, faturamento etc.) e a
produção de conhecimento (CAD, CAM, análise de crédito e risco, produção de
software etc.).
. Trabalhos
de coordenação. A telecomunicação é o instrumento fundamental da mudança.
Afeta a distância física, a natureza do tempo sobre o trabalho, armazena
informações e mantém a memória organizacional como banco de conhecimento.
. Gestão.
Afeta a direção, ao permitir monitorar o ambiente e tomar as decisões para
adaptar a organização ao ambiente; afeta o controle, ao medir o desempenho e
compará-lo com os planos, para manter-se no rumo desejado.
O sistema de informação em
uma empresa é uma grande área funcional que interagem as informações de todos
os setores de uma empresa: contabilidade, finanças, administração. Geral,
administração de Operações e de Recursos Humanos e o setor de Marketing. Ele fornece
enorme contribuição para eficiência operacional, produtividade e satisfação do
cliente; além de principal fonte de informação para apoio tomada de decisão, de
desenvolvimento de produtos e serviços competitivos, e da agilidade na
realização dos negócios.
A tecnologia da informação apoia
a globalização no sentido de disponibilizar recursos tecnológicos necessários
ao acompanhamento do mercado global, É ela que transmite as ferramentas
adequadas para operacionalização destas transações comercias globais de modo
instantâneo e barato, transformando as empresas locais em organizações
internacionais. Assim, é possível explorar nichos isolados, caçar talentos e
capacitações diversas e ainda formar alianças comerciais. A internet é um
exemplo de como as empresas precisam da tecnologia da informação para
sobreviver no mercado atual, sendo a plataforma mais utilizada nas organizações
atualmente. Pelo fácil acesso e manuseio, ela e outras redes similares são
vitais para uma empresa que queira estar dentro do mundo dos negócios dos novos
tempos. As vantagens do comercio eletrônico, do atendimento e da realização de
negócios, da busca de informações, da comunicação fácil, rápido e real em
lugares distantes possibilita empresa multas oportunidades e chances de sucesso.
O'BRIEN (2002) argumenta que
o comércio eletrônico é a compra, venda, marketing e assistência de produtos,
serviços e informações, através de redes de computadores interconectados, sendo
essas redes internas no âmbito da empresa (Intranets), externas (Extranets),
globais (Internet) entre outras. E a realização de todo o processo
organizacional virtualmente, realizando melhor conforto e eficiência aos
clientes, fornecedor, equipe de trabalho e demais agentes organizacionais. Além
deste comércio virtual, as redes de computadores dão apoio à comunicação,
coordenação e colaboração entre os membros de equipes de trabalho através de
sistemas colaborativos. Estes envolvem recursos de groupware, dependendo de
Intranets, Extranets, Internet e outras redes para se comunicarem. Deste
beneficio, podem surgir equipes virtuais que se comunicam através de correio
eletrônico, chats, vídeo conferência, entre outros, para criar, administrar e
disseminar informações sobre o trabalho em andamento ou colaboração entre equipes
de projetos da empresa.
A partir da utilização de
ferramentas como essas e de novos recursos tecnológicos, a tecnologia da
informação também transforma atividades e seus procedimentos, enxugando e
reestruturando o trabalho empresarial. Através de uma análise e revisão do modo
como as rotinas estão sendo executadas, é possível encontrar erros,
desperdícios de tempo ou de qualidade. Reformulando-as e colocando dispositivos
tecnológicos em tais rotinas é possível alcançar melhorias drásticas de custos,
qualidade atendimento e agilidade. A utilização da tecnologia da informação de
maneira adequada e coerente, isto é, apoiado nas estratégias, nas estruturas e
na cultura de uma organização, fornece uma infraestrutura de informação
importante para o sucesso das operações e negócios, ajudando a empresa a
conquistar, além dos outros tributos já mencionados, valores diferenciais de
competitividade que influenciam não só empresas concorrentes, mas também
clientes, fornecedores, potenciais concorrentes novos no nicho, e empresas
fornecedoras de substitutos para seus produtos e serviços. Esses Valores são:
• Menor custo no processo empresarial e
produtos, como através da criação de sites de comércio eletrônico na internet
reduzindo custos de marketing, ou enxugando processos e atividades burocráticas
que causavam gastos e desperdícios.
• Diferenciação nos produtos
e nas rotinas oferecidas aos clientes; com criações de benefícios exclusivos a
clientes, como atendimento diferenciado a partir de banco de dados personalizados;
• Inovação na realização de negócios ou
desenvolvimento de produtos atraentes. É importante lembrar que não deve haver
apenas vantagem na redução de custos, tempo e aumento de tecnologia. O sucesso
deve também estar ligado à eficiência da tecnologia da informação no apoio às
estratégias de uma organização, na capacitação de otimização de seus processos
no apoio de suas estruturas e culturas organizacionais e no acréscimo de valor
comercial do negócio. Por outro lado, se mal aplicados ou mal utilizados, a
tecnologia da informação e o sistema de informação podem prejudicar os ideais
planejados e até mesmo, inviabilizar o empreendimento. Torna-se fundamental,
portanto, a colaboração de todos, desde o envolvimento de todos os usuários,
como de apoio pela administração executiva quanto a financeiro, planejamento e
realismo da situação.
A Obtenção e Manutenção de Vantagens
Competitivas
A vantagem competitiva de uma organização é um
conceito relacionado com a sua posição em relação às suas concorrentes, representa
a diferenciação dos seus serviços, possibilitando um melhor posicionamento no
mercado. Para tirar o melhor proveito destas vantagens, é necessário planejar e
implementar estratégias adequadas organização e ao ambiente no qual está
envolvida, visando estabelecer uma posição lucrativa e sustentável em relação
às forças provenientes da concorrência. A grande dificuldade está em definir as
estratégias competitivas e o modo de implantá-las. As técnicas tradicionais
para formulação de estratégias logísticas consideravam a logística como um
sistema de suporte para a estratégia global da organização, tornando-se desta
forma uma ferramenta para a estratégia global, ficando subordinada à esta.
O
controle do fluxo de materiais, hoje, constitui o fator chave para o sucesso em
vários casos, justificando desta forma esta técnica descendente. A logística
também abre novas linhas estratégicas, assim como outros departamentos
(marketing, informática, etc..). Para formular estas novas linhas é necessário
reverter o quadro atual, pensando na logística de forma ascendente, fazendo –a
presente durante o processo de planejamento estratégico, criando desta maneira
novas alternativas de ação que advém da filosofia logística, e que devem estar
presente durante o processo de formulação estratégica, para que possam criar
meios para operacionalizar–los eficientemente. Segundo Fabbe-Costes, N. at all,
“logística estratégica consiste em planejar e desenvolver ações estratégicas
que seriam impossíveis sem uma forte competência logística”, a logística é
colocada como uma grande vantagem competitiva.
Para
a formulação estratégica da logística devemos considerar dois pontos clássicos
da estratégia: o desempenho e a missão. Para definir o alcance da direção
tomada, como produzir, para quem direcionar e as necessidades a serem
satisfeitas. Deve-se extrair a vantagem competitiva a partir da compreensão das
regras de concorrência, que nos levam a determinar a atratividade e a
rentabilidade a longo prazo. A globalização do mercado nos permitiu verificar
um considerável crescimento na exigência da prestação de serviços por parte do
cliente, o que consequentemente aumenta a necessidade de controle de toda uma
cadeia logística (suprimentos, produção e distribuição física) planejada para
uma organização, devendo ser considerada com ênfase na determinação de sua
estratégia. PORTER sugere que as regras de concorrência sejam englobadas em
cinco forças competitivas:
·
A entrada de novos concorrentes
·
A ameaça de substitutos
·
O poder de negociação dos compradores
·
O poder de negociação dos fornecedores
·
A
rivalidade dos concorrentes existentes
Devemos
também considerar, além das cinco forças citadas por PORTER, uma regra mais
atual e que tem obtidos grandes resultados no aperfeiçoamento de uma cadeia logística
a parceria entre clientes e fornecedores. A parceria verdadeira é aquela na
qual o fornecedor é visto realmente como uma extensão da organização, com
trocas de tecnologias, treinamentos, até apoio financeiro, se necessário. A
formulação é então designada para apontar soluções organizacionais que alcancem
objetivos definidos. Para alcançar o êxito nesta formulação deve-se entender
que é necessário uma perfeita sincronia entre a logística e os outros setores
da organização, a logística se torna eficiente desta maneira.
Tipos de Estratégias Logísticas
Algumas
estratégias logísticas são aqui definidas conceitualmente e ilustradas com
alguns estudos de casos selecionados.
·
Liderança nos custos
·
Diferenciação
·
Inovação
·
Parceria
·
Expansão
·
Diversificação
Como sugerido por
Fabbe-Costes, N., vamos usar as siglas “EL” para designar estratégia logística
e a sigla “LE” para designar logística estratégica, visto que serão fornecidos
os conceitos segundo as duas perspectivas, ascendente e descendente.
Liderança
nos Custos (EL)
A
liderança nos custos é a estratégia na qual a organização objetiva reduzir ao
máximo possível seus custos logísticos, desde a obtenção da matéria-prima, seu
transporte, a produção, o transporte do produto acabado e finalmente a entrega
do produto ao cliente.
A
centralização de distribuidores de uma companhia de bebidas. Uma determinada
área que era coberta por dez distribuidores passou a Ter somente um
distribuidor, maior, mais forte, devido a parceria com a companhia através de
financiamento à juros baixos ampliou sem armazém, recebeu apoio logístico da
companhia, através de programação de distribuição, roteirização de frotas,
etc...Com isso a companhia conseguiu reduzir seus estoques e ao mesmo tempo os
custos financeiros de capital imobilizado. (LE) A liderança de custos busca
reduzir os custos globais através da logística.
Uma
indústria automobilística, através de uma técnica logística, pode obter um
melhor controle do fluxo externo reduzindo o número de fornecedores e reduzindo
seus custos da cadeia de suprimentos
Diferenciação (EL)
A
diferenciação objetiva melhorar a qualidade do serviço logístico oferecido,
obtendo vantagem sobre os concorrentes desta maneira.
A Mory-Protect, um fornecedor logístico
francês, tem se especializado na logística de produtos perigosos (químicos) e
se tornou um especialista reconhecido. (LE) A diferenciação busca permitir
através da logística um aumento na diferenciação.
Uma
industria de “aircraft”, para aumentar seu campo de atuação montou um sistema logístico
capaz de suprir todas suas estações de trabalho uma por uma, dependendo do tipo
de “aircraft” a ser montado.
Inovação (EL)
Obter
através da logística um suporte para que se produza uma inovação.
Uma
organização de entregas via correio promete aos seus clientes um serviço de
entrega em no máximo 48 horas, que é usado como seu marketing. Essa inovação
comercial depende muito de uma forte integração do fluxo físico e de
informações e da automatização do centro de distribuição fornecido à organização
pelo serviço postal. (LE) Utilizar a logística como um recurso ou meio para
alcançar esta inovação.
A IBM em Montpelier (França) começou a usar
ume rede EDI de trabalho com os seus fornecedores. Uma estação de trabalho
poderia requisitar diretamente do fornecedor, que tinha 48horas para efetuar a
entrega. Com isso a IBM conseguiu reduzir seu ciclo de produção em 70% (melhor
reação), reduzir custos e obter grandes vantagens desta inovação tecnológica.
Ao mesmo tempo a IBM poderia produzir produtos sob encomendas para os seus
clientes.
Parceria (EL)
Utilizar
a logística como sentido (modo) de aliança.
A
IBM fez uma aliança com uma companhia transportadora francesa. Na parceria
estabelecida criaram uma nova firma, da qual a IBM possui 49% das ações. Esta
nova firma ficou responsável pela distribuição física dos microcomputadores IBM
e se tornou uma especialista em entregas just-in-time com armazéns
completamente automatizados. (LE) Utilizar a logística como um recurso (um
motor) para a parceria
Uma
indústria (Tailleur Industrie) projetista e operadora de armazéns
especializados em entregas sincronizadas de peças para fábricas organizadas em
base just-in-time associou-se à uma transportadora subsidiária da Renault para
atender à todas as solicitações feitas por fábricas automobilísticas e
aeronáuticas.
Expansão (EL)
Utilizar
a logística como um suporte para obter sucesso nos planos de expansão da missão
da organização.
Grandes
organizações multinacionais têm que possuir um grande e forte sistema logístico
para poderem controlar com habilidade suas instalações complementares em outros
países. (LE) Utilizar a logística para conseguir novos clientes.
Continent,
uma grande cadeia de supermercados francesa, abastece seus armazéns na Grécia
com a mesma ferramenta logística utilizada por seus armazéns no sul da França.
Diversificação (EL)
Emprega o uso da sinergia logística.
As
indústrias de automóvel estão se tornando verdadeiras projetistas de veículos
(criando mais combinações atrativas para os seus clientes) e montadoras
(Convergindo tudo necessário para produzir o veículo solicitado pelo cliente
com base just-in-time) utilizando a sua grande capacidade (comercial e
logística) de mobilizar recursos (industriais e tecnológicos) de seus
fornecedores. (LE) Diversificar seus objetivos através da logística
Telemarket, uma subsidiária de uma cadeia de
lojas francesa oferece à seus clientes o serviço de compras por telefone ou
minitel ( sistema de vídeo) com entrega pontual. Esses clientes são obviamente
diferentes daqueles que vão aos centros comerciais da cidade.
A Logística Possibilitando Vantagem
Competitiva
Os
exemplos citados acima evidenciam que uma organização não pode centrar sua estratégia
somente na logística (informática e marketing estão implicitamente se não
explicitamente associadas) e que também não podem estreitamente objetivar
somente um resultado ( diferenciação por exemplo ). As estratégias genéricas
mencionadas e separadamente ilustradas anteriormente não são somente
dependentes, mas são, também, geralmente combinadas. A logística é o resultado
do esforço dos diversos setores de uma organização, no tocante ao fluxo de
materiais/ou serviços, estando aí o motivo pelo qual organizações que utilizam
administração estratégica estão mais habilitadas a elevar o nível do serviço
logístico prestado.
A
logística é um fator relevante na busca de uma boa posição no mercado em
relação aos seus concorrentes para as organizações, principalmente através da
oferta de um serviço adequado aos seus clientes, do aumento de produtividade,
do canal logístico e da melhoria da rentabilidade dos capitais envolvidos.
Os
sistemas de informações logísticas funcionam como elos que ligam as atividades
logísticas em um processo integrado, combinando hardware e software para
controlar e gerenciar as operações logísticas. Entretanto, podemos considerar
que a logística empresarial é de suma importância nas organizações, visto que
ela é responsável por todos os aspectos materiais e de fluxo de informações.
A
logística tem um papel estratégico nas organizações visando o melhor desempenho
e custo das suas atividades para satisfazer seu cliente. Christopher (1997)
afirma que a gestão da logística sob a ótica da geração de vantagem
competitiva, [...] O gerenciamento logístico pode proporcionar uma fonte de
vantagem competitiva – em outras palavras, uma posição de superioridade duradoura
sobre os concorrentes, em termos de preferência do cliente, pode ser alcançada
através da logística. Portanto, o objetivo final da logística empresarial é de
planejar em menor custo e tempo hábil, todas as rotinas e processos que
envolvem o setor de suprimentos e afins, de uma forma mais flexível e conseguir
satisfazer o seu cliente com produtos e serviço de qualidade.
Conclusão
Vivemos hoje
a era da globalização. Com isso estamos observando a padronização dos conceitos
e tendências que, discretamente adaptados aos regionalismos, permitem que
obtenhamos uma grande redução nos custos de produção e manutenção dos produtos
e serviços.
Falamos muito
em diferenciação, mas o que realmente queremos dizer com isso? Todas as
empresas buscam a tal da "diferenciação", seja no atendimento
customizado ou na adequação do produto à necessidade do cliente. Temos que
surpreendê-los incessantemente. Com a difusão desse conceito, observamos uma
padronização de comportamentos que estabelecem um novo paradigma. Essa nova
condição é incorporada ao produto ou serviço que deixará de ser novidade,
tornando-se mais uma característica da linha basal de produção a ser alcançada
para se estabelecer no mercado.
Com esse novo
padrão de qualidade percebemos que a competição já não é mais baseada na
empresa isolada, mas sim na sua cadeia de valor, onde dentro dela destacamos a
cadeia de suprimentos.
Ao utilizar
os sistemas de informática integrados para mapear as vontades e necessidades
dos clientes, temos a possibilidade de conhecer melhor nosso cliente, e com
isso adaptar o nossa organização às suas necessidades. Analisar as tendências
do mercado com a utilização de métodos de avaliação estratégica para
conhecermos nossos pontos fortes e fracos, além da consciência do tamanho que
queremos ter, são pontos importantes para desenvolvermos um plano logístico
eficaz na colocação de novos produtos no mercado.
Não podemos
ficar presos às formas antigas de avaliação do mercado. O sucesso passado não
garante o sucesso futuro e as adaptações decorrentes da evolução tecnológica
sempre trazem conflitos éticos que, com o tempo, tendem a ser naturalmente
resolvidos.
Nesse
contexto as grandes ferramentas de mudança e adaptação são os sistemas de
informação.
Sim, a cadeia
de suprimentos integrada é o novo foco de concorrência.
REFERÊNCIAS
ARAVECHIA,
Carlos H. M.; PIRES, Sílvio R. I. Gestão
de cadeia de suprimentos e avaliação de desempenho. In: ENANPAD (Encontro
Nacional de Programas de Pós-Graduação em Administração), 23.,
Florianópolis. Anais. Florianópolis: UFSC, 2000.
SANTOS,
R. A. B. CPFR – Planejamento
colaborativo: em busca da redução de custos e aumento do nível de serviço nas
cadeias de suprimento. Tecnologística, v. 60, p. 60-66, 2 nov.
2000.
BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de
suprimentos/logística empresarial. Trad. Raul Rubenich. 5 ed. Porto Alegre,
Bookman, 2006.
BALLOU, Ronald H. (1993). Logística empresarial. São Paulo:
Atlas, 1993
ALVES FILHO, A. G.; PIRES S.
I.; VANALLE, R. M. Sobre as prioridades
competitivas da produção: compatibilidades e sequências de implementação.
Gestão e Produção. São Carlos, v.2, n.2, Agosto 1995.
CHRISTOPHER, M. Logística e gerenciamento da cadeia de
suprimentos: Estratégias para a redução de custos e melhoria dos serviços.
Pioneira administração e negócios. São Paulo, 1997.
TEIXEIRA,
C. Z. Organização industrial da pequena empresa. São Paulo: IBRASA,
1986.
OLIVEIRA,
A. C. Tecnologia de informação:
competitividade e políticas públicas. Revista de Administração de Empresas, v. 36, n. 2, p. 34-43, 1996.
Nenhum comentário:
Postar um comentário